Minas de ferro de Moncorvo reabrem em 2016


Segundo o Público, iremos assistir em 2016 ao (re)início da produção de minério de ferro em Moncorvo (Trás-os-Montes). O processo de reactivação das Minas de Ferro de Moncorvo, recebeu um parecer favorável por parte da Comissão de Avaliação do Estudo de Impacte Ambiental.

A produção atingirá o seu nível de cruzeiro em 2021 (empregando meio milhar de trabalhadores). Na primeira fase de laboração (iniciada em 2016) está prevista a criação de 110 postos de trabalho.

De acordo com o site da MTI, a concessão situa-se entre Torre de Moncorvo e Carviçais, mais precisamente na Serra do Reboredo e Cabeço da Mua. As altitudes, nesta região muito acidentada, variam entre os 915m no Reboredo e os 350m nas proximidades de Torre de Moncorvo. A rede hidrográfica é exclusiva da bacia do Douro, ocorrendo sobretudo linhas de água sem caudal permanente, com expressão torrencial.
O jazigo de ferro de Moncorvo é considerado um jazigo de origem sedimentar. Apresenta afinidades, quer com os jazigos de ferro Pré-câmbricos do tipo Itabirito, (também designados por banded iron formation – BIF), quer com os jazigos Fanerozóicos de ferro oolítico. A componente detrítica é mais significativa e representada no jazigo, embora se possam verificar ocorrências de ferro oolítico.
Os níveis com a mineralização em ferro correspondem a concentrações diagenéticas estratiformes no topo da Formação Quartzítica, com afinidade de fácies com o “Quartzito Armoricano”.


A MTI – Ferro de Moncorvo, S.A., iniciou a sua actividade em Portugal em 2005, tendo como objecto social a prospecção, pesquisa, avaliação e exploração de recursos minerais. Em 2008 a empresa celebrou com o Estado Português um contrato de prospecção e pesquisa de depósitos minerais de ferro no concelho de Torre de Moncorvo.


Em Novembro de 2012 o Estado Português assinou com a MTI o contrato que permite o arranque do período de exploração experimental dos depósitos de minério de ferro em Moncorvo, atribuindo-lhe a autorização para, em 4 anos, definir a viabilidade técnico-económica da mina e elaborar o Estudo de Impacte Ambiental e Social do projecto, de forma a assegurar a sustentabilidade da retoma da exploração das minas de ferro de Moncorvo.

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